Doença de Peyronie

SINTOMAS E TRATAMENTOS [ebook]

O que é a Doença de Peyronie?

Todo homem deve estar sempre atento à anatomia do seu pênis. O hábito de visitar um urologista regularmente, a partir da puberdade, é de extrema importância para garantir uma vida sexual saudável e com qualidade. Mas a realidade é que a maioria não tem esse costume e ficam desesperados quando notam que algo está errado.

Um problema normalmente perceptível, a olho nu, é a curvatura peniana. Quando ela é estável, não compromete a ereção ou não dificulta a relação sexual, basta observá-la e tomar algumas precauções para que não piore. Mas quando o pênis vai ficando cada vez mais torto, até chegar a um ponto que atrapalha ou impede totalmente o sexo, é necessário buscar ajuda médica.

Uma das causas mais comuns que deixam o pênis torto é a Doença de Peyronie, também conhecida como Curvatura Adquirida.

Trata-se de uma curvatura peniana ocasionada em determinada fase da vida do homem, geralmente como consequência de traumas ou microtraumas que ocorrem durante o ato sexual. Em casos mais graves, por exemplo, o pênis chega a formar um "L" devido a sua tortuosidade.

A doença é caracterizada por uma cicatriz na túnica albugínea, o tecido que cobre o mecanismo de ereção do pênis, e costuma manifestar-se por meio de fibroses. Com o passar do tempo essa cicatriz deixa o tecido peniano com menor elasticidade, o que resulta em uma deformidade que só é perceptível durante a ereção. Quando não tratada, essa curvatura evolui com o passar do tempo, tornando as relações sexuais muito difíceis ou até mesmo impossíveis, além de provocar dores na ereção. A imagem a seguir ilustra essa situação e os detalhes da anatomia peniana:

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A boa notícia é que este problema tem tratamento e cura. Conheça tudo o que você precisa saber sobre a Peyronie, incluindo as formas de prevenção e tratamentos, seguindo os conteúdos desta página.

Como surgiu o termo Peyronie

Diagnosticada e descrita pela primeira vez em 1743, a doença levou o nome do primeiro médico que a diagnosticou, François Gigot de La Peyronie, que possuía célebres pacientes, como o Rei da França Luiz XV. 

 

Tipos de curvatura peniana

Além da Doença de Peyronie, há outro fator que pode deixar o pênis torto, esse de origem genética. Conhecida como Curvatura Congênita ou Pênis Curvo do Jovem, a elasticidade do tecido peniano, neste caso, já é formada com uma diferença entre eles desde o nascimento. A tortuosidade, no entanto, só será notada durante a puberdade, com o desenvolvimento peniano, a maior frequência de ereções e o início da vida sexual.

Essa pode ser uma característica perfeitamente normal e sem riscos de trazer futuras complicações. Em alguns casos, não há necessidade de tratamento. O simples acompanhamento e cuidados na hora do sexo é o essencial para que o homem prossiga com uma vida tranquila e feliz.

No entanto, a avaliação de um urologista é imprescindível para trazer as orientações necessárias ou definir se será preciso fazer algum tipo de tratamento para que o Pênis Curvo do Jovem não evolua para a Doença de Peyronie.

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Quais as causas da Doença de Peyronie?

Estudos mostram que a Doença de Peyronie advém de várias causas. Muitas delas podem ser percebidas com uma auto avaliação, já outras só serão diagnosticadas com um exame urológico. Veja a seguir alguns fatores que causam a Doença de Peyronie.

 

O avanço da idade e os problemas de ereção

Na maior parte dos casos a Doença de Peyronie está ligada a algum problema de ereção, que pode estar associado ao avanço da idade, ao descontrole hormonal ou à outras condições que atrapalham o fluxo sanguíneo dentro do pênis.

Acontece que a má qualidade da ereção predispõe a ocorrência de traumas e microtraumas durante as relações sexuais, provocando a formação de fibroses e deformidades.

Devido a esta fibrose, formada por uma placa ou nódulo, a membrana do pênis passa a apresentar menor elasticidade, aumentando a sua curvatura, muitas vezes também seguida por um afinamento ou diminuição de tamanho.

Estudos mostram, ainda, que a Doença de Peyronie pode ocorrer em pacientes que apresentam predisposição ou hereditariedade na formação de cicatrizes, a placa responsável por deixar o pênis curvado.

 

Traumas, fraturas e a fibrose peniana

A incidência de traumas e fissuras no pênis predispõem a formação da fibrose peniana. Isso acontece, normalmente, durante o ato sexual, sobretudo quando o homem está em uma posição que não lhe permite o controle da situação. A atenção aos movimentos e o uso de lubrificação artificial são essenciais para que tudo flua bem na hora H, mesmo quando não há problemas em manter o pênis ereto.

Quando acompanhado de uma Curvatura Peniana Congênita, no entanto, os cuidados devem ser redobrados. Observe se o pênis escapa com frequência e procure um urologista se isso acontecer. Esta é uma situação bastante comum em homens com uma curvatura acentuada, mas o calor do momento faz com que este sintoma passe despercebido.

As fissuras provocadas pelos traumas ou fratura peniana tendem a iniciar ou piorar ainda mais a curvatura do pênis, e podem até agravar um problema, inicialmente mais simples, para a Doença de Peyronie.

Ao experimentar dificuldade nas relações sexuais ou dores durante o ato, consultar-se com um urologista para uma avaliação presencial é mais do que necessário para que outras orientações sejam dadas.

Diabetes e a Doença de Peyronie

Homens com diabetes devem ter um cuidado extra com a Doença de Peyronie. Isso porque a elevação de glicose no sangue provoca danos no funcionamento dos vasos sanguíneos, o que favorece o surgimento de fibroses sem que tenha havido um trauma no pênis; dificulta a cicatrização; além de ser a principal causa da disfunção erétil. Todos esses fatores, juntos, estão ligados às causas da Peyronie.

Uma ereção de qualidade está diretamente relacionada ao fluxo de sangue dentro do pênis, por isso é importante controlar a doença para que os vasos sanguíneos e os nervos que dão sensibilidade na região genital estejam saudáveis.

 

Cirurgias na próstata e a Peyronie

O tratamento para o câncer de próstata pode envolver uma cirurgia, radioterapia, braquiterapia ou hormonioterapia, a depender de cada caso. Estes tratamentos, no entanto, podem trazer consequências danosas para a saúde do homem. 

Algumas delas estão diretamente relacionadas às causas da Doença de Peyronie, como a disfunção erétil e o aparecimento de fibroses no pênis, podendo provocar, também, o seu encurtamento. Por isso é importante tratar as consequências provocadas pelo câncer de próstata, como a perda de rigidez, tamanho e calibre do pênis, pois elas contribuem para o surgimento das deformidades penianas e piora progressiva da Peyronie.

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Como identificar os sintomas da Peyronie?

Se o seu pênis costumava ser reto mas está ficando torto, é sinal de que algo não vai bem com a saúde do seu genital. Mais forte ainda são os indícios de que o problema seja a Doença de Peyronie.

A Doença de Peyronie tem cura, mas ela pode ser amenizada ou até mesmo evitada quando diagnosticada precocemente. E para entender o que está acontecendo com o seu pênis é importante conhecer os sintomas. Ao notar qualquer um desses sinais procure ajuda médica para aumentar as chances de um tratamento eficaz.

 

Nódulos ou caroço no pênis

A presença de nódulos no pênis pode indicar a formação da fibrose peniana, também conhecida como tecido de cicatriz.

As placas superficiais podem ser percebidas por meio da palpação e normalmente se formam na parte superior do pênis, mas também podem ocorrer na parte inferior ou dos lados. Fique atento ao seu aparecimento, muitas vezes é possível identificá-las por meio do autoexame, ao palpar o pênis em estado flácido.

Por outro lado, situações como fibroses mais profundas podem formar uma espécie de caroço no interior do pênis. Geralmente elas só são identificadas após um exame detalhado dos corpos cavernosos, estruturas internas do pênis responsáveis pela ereção.


Dor no pênis durante a ereção

Sentir dor no pênis durante a ereção não é normal. Se isso acontece com frequência pode ser o indício de uma situação mais grave. Há grandes possibilidades de você estar na fase inflamatória da Doença de Peyronie e a consulta com um urologista pode identificar o problema para trazer as orientações necessárias.

 

Início da disfunção erétil

A dificuldade de ereção não é apenas um indicador da Doença de Peyronie, também pode ser a causa dela. Quando o pênis não está rígido o suficiente na hora da penetração, ele pode sofrer traumas ou microtraumas que, com o tempo, se transformam em um nódulo e evoluem para a Curvatura Peniana Adquirida.

Caso o paciente já tenha a Doença de Peyronie, a ereção também poderá ser prejudicada e a curvatura irá se agravar ainda mais.

Diminuição, afinamento ou acinturamento do pênis

Seja usando a mão ou medindo a distância em relação ao umbigo, é possível notar quando há uma mudança alarmante na anatomia do membro, como a redução do tamanho, da espessura ou o seu afinamento. A fibrose peniana está diretamente associada à uma menor elasticidade dos tecidos e, consequentemente, à estes sintomas.

Se isso acontecer é fundamental deixar a vergonha de lado e buscar ajuda médica. O quanto antes o problema for diagnosticado, maior a chance de retomar uma vida sexual saudável e satisfatória.

 

Curvatura peniana acentuada

Caso a curvatura evolua e impossibilite o sexo, seja por problemas de ereção, quando o pênis dobra durante a penetração, escapa com facilidade ou limita à movimentos curtos durante o vai e vem, é hora de buscar um especialista.

Se ela provocar dores em você ou na sua parceira(o), isso também é um indicativo que a saúde peniana não vai bem.

Normalmente a curvatura traz problemas quando está acima de 30 graus.

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Como identificar as fases da Peyronie?

A curvatura peniana só pode ser percebida durante a ereção porque é nesse momento que os tecidos estão totalmente esticados. Isso tem um papel importante no formato do pênis. A situação desejável é que eles tenham a mesma elasticidade.

Em alguns casos a tortuosidade é leve e estável, o que não impede o homem de manter relações sexuais, nem traz algum tipo de constrangimento. Mas quando a curvatura começa a piorar, aí está um indício da Doença de Peyronie.

Nessas situações é importante buscar ajuda o mais rápido possível para fazer o tratamento necessário e evitar que a curvatura piore, trazendo problemas sexuais e psicológicos.

 

Cuidados com o pênis torto desde jovem

Se ao ficar com o pênis ereto você percebeu que ele é torto, não há motivos para desespero. A tortuosidade acontece devido a diferença na elasticidade dos tecidos penianos, que podem variar a cada caso.

Muitas vezes tudo está de acordo com o esperado e nada provoca desconforto. No entanto, alguns jovens que percebem o pênis torto tendem a ficar com vergonha e, por isso, não buscam uma ajuda ou aconselhamento, seja de um médico ou de um familiar. Portanto sempre reforço a importância de visitar um urologista nesta fase. Uma avaliação profissional ajuda a esclarecer os primeiros questionamentos sobre o pênis e a dar uma orientação para uma vida sexual saudável e segura.

Há casos em que o homem pode ter uma vida perfeitamente normal. A única indicação é redobrar os cuidados na hora da relação sexual para evitar traumas decorrentes da curvatura. É aí que entra a importância em manter o pênis sempre lubrificado com produtos específicos para isso, evitar movimentos bruscos e ter cautela na escolha das posições, optando por aquelas em que o homem possa controlar melhor o movimento. Todos esses cuidados são recomendados para prevenir que o pênis sofra impactos ou um esforço exagerado, além de cuidar para que a tortuosidade não piore.

Por outro lado, em alguns casos o pênis torto se torna um empecilho para a vida sexual do homem e também para a sua parceira(o). Isso pode ser um sinal da Doença de Peyronie, decorrente de algum trauma que tenha provocado o aparecimento de fibroses no pênis e, consequentemente, o aumento da curvatura peniana.

O problema tem dois estágios. Ao fazer uma avaliação completa no urologista é preciso identificar em qual fase a doença se encontra para definir o melhor tratamento.

 

Fase Inflamatória da doença

A fase inflamatória da Doença de Peyronie é caracterizada pela curvatura peniana progressiva, que pode estar associada à dor durante as ereções ou no ato sexual. O aparecimento de placas ou nódulos abaixo da pele do pênis, sejam elas palpáveis ou não, também é um sintoma comum nesse momento.

Apesar das dores e desconfortos causados, a doença ainda não está em um estágio avançado e pode ser tratada com anti-inflamatórios e analgésicos. Essas medicações ajudam a estabilizar a patologia. Quando a curvatura para de aumentar, é sinal que o paciente passou para o segundo estágio da doença, o de cicatrização.

O grau da curvatura após fase inflamatória ajudará o médico a definir se ela é aceitável ou se será necessário a realização de uma cirurgia para a correção.

O tratamento clínico com medicamentos, junto com as orientações gerais do especialista e o acompanhamento do caso, pode impedir o agravamento da doença. O diagnóstico precoce é importante para que o tratamento seja iniciado ainda nesta fase, aumentando as chances de cura sem a necessidade de um procedimento cirúrgico.

Fase de fibrose ou cicatricial

Na fase de fibrose, também conhecida como cicatricial, a placa está presente e a deformidade peniana já está definida e estável. Por esta razão os tratamentos clínicos com medicamentos não são mais eficientes ou necessários.

Na maioria das vezes o tecido da cicatriz encontra-se na região distal do pênis, causando a curvatura para cima, para baixo ou para os lados. Se a curvatura estabilizada for superior a 30 graus e impedir ou atrapalhar as relações sexuais, a cirurgia é o procedimento recomendado para reverter o caso, aliada à uma reconstrução do tamanho do pênis.

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Quando tratar o pênis que ficou torto com a Peyronie?

A Doença de Peyronie afeta diretamente a vida sexual do homem. Isso porque ela traz implicações na anatomia do pênis, no seu tamanho e funcionalidades. É comum que homens nessas condições sintam dores e fiquem com baixa estima, já que, além de físicos, também há sintomas psicológicos envolvendo a doença.

Por isso é importante buscar um médico especialista no assunto o mais rápido possível, para cuidar da saúde sexual como um todo.

 

Os cuidados com o auto diagnóstico

Cuidado ao se auto diagnosticar, pois não é possível saber a real situação da saúde do pênis sem antes fazer exames específicos para isso. A Doença de Peyronie pode estar vinculada a outros problemas e um urologista com experiência na área saberá indicar o tratamento ideal.

Ao sentir algum sintoma que indique a Doença de Peyronie, como a presença de nódulos ou caroço no pênis, a sua diminuição e afinamento, dores durante a ereção, disfunção erétil ou aumento da curvatura, é indicado que você busque ajuda médica. O autoexame é bem vindo e necessário, mas não substitui a consulta presencial.

 

Os motivos para visitar um urologista

A Doença de Peyronie pode ser amenizada ou até mesmo evitada se houver um acompanhamento médico adequado.

Para começar, é importante que o homem entenda a necessidade de realizar consultas periódicas com o urologista desde a sua adolescência. Este hábito contribui para uma boa orientação sobre o início da vida sexual, já que ajuda na identificação de descontroles hormonais e possíveis problemas de ereção, uma das maiores causas da Doença de Peyronie.

Por uma questão cultural, no entanto, isso normalmente não acontece. É comum o paciente chegar ao consultório de um urologista com graves queixas, e muitas vezes o diagnóstico é a Doença de Peyronie. E já que não houve aconselhamento profissional sobre as formas de tratar o estágio inicial da doença, alguns hábitos e atitudes equivocados contribuem para agravar o caso, causando desconfortos físicos maiores e afetando, também, o psicológico e a autoestima do paciente.

Quando diagnosticada no início, o controle da Doença de Peyronie pode ser feito com o uso de medicamentos e o acompanhamento dos resultados durante um período médio de 6 meses.

Durante este processo o homem terá orientações específicas para impedir que a doença se agrave. Se houver a necessidade de cirurgia para corrigir a curvatura peniana, ele já estará preparado para realizar o procedimento e o médico terá todo o detalhamento da doença para um tratamento assertivo.

 

A importância do diagnóstico de um especialista

Ao ser diagnosticado com Doença de Peyronie, o ideal é buscar tratamento com um urologista, especialidade médica dedicada ao estudo, cuidado, diagnóstico e prognóstico da saúde sexual masculina, especificamente no que se refere à função do órgão sexual, questões anatômicas, biológicas e psíquicas.

O primeiro passo na busca do tratamento é a realização de um exame de ultrassom com doppler dos corpos cavernosos. Trata-se de um exame que vai medir a funcionalidade do pênis com uma ereção induzida e ultrassom colorido em alta definição. Este ultrassom fornecerá imagens do interior do pênis para que o especialista verifique a existência de fibrose, se elas são superficiais ou profundas, se há algum problema de ereção vinculado, bem como medir a vascularização do pênis, ou seja, como anda a circulação de sangue dentro dele.

Com este resultado em mãos será possível identificar o estágio da Doença de Peyronie para definir se o tratamento será iniciado com o uso de medicamentos, ou se o mais indicado será partir direto para a cirurgia.

O exame também fornece o grau exato da curvatura e identifica a região que será necessário expandir para a sua correção, bem como se há outros fatores associados, como a disfunção erétil, diminuição do tamanho e afinamento peniano.

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Quais as consequências da Doença de Peyronie?

A anatomia interna do pênis deve ser desobstruída de quaisquer nódulos ou fissuras para que o sangue consiga fluir normalmente. Na Doença de Peyronie, o homem possui uma fibrose na túnica albugínea ou no interior do corpo cavernoso que traz consigo algumas consequências, tanto na anatomia quanto na funcionalidade do pênis. Por isso é importante tratar a Peyronie o quanto antes, pois estes aspectos estão diretamente relacionados à satisfação sexual e auto estima do homem.

 

Curvatura peniana acentuada

A posição onde a fibrose se encontra dentro do pênis vai impactar, diretamente, em sua anatomia. Isso porque ela provoca uma diferença na elasticidade dos tecidos penianos, que pode causar ou acentuar a curvatura para os lados, para baixo ou para cima, em direção do umbigo. Se esta fibrose não for tratada, o pênis continuará entortando até um ponto que impede totalmente a penetração.

 

Diminuição, afinamento ou acinturamento do pênis

Da mesma forma que a fibrose interfere na curvatura do pênis, ela também provoca a sua diminuição, afinamento e até mesmo o acinturamento. Por esse motivo é importante tratar não só a fibrose, mas também todos os impactos causados na anatomia do pênis. Nesses casos, é possível fazer incisões de relaxamento para expandir os tecidos possibilitar a recuperação das medidas perdidas.

 

Dificuldade em ter e manter a ereção

Com uma fibrose atrapalhando a circulação do sangue é bem possível que o homem com Doença de Peyronie também apresente dificuldades em manter uma ereção, ou até mesmo de tê-la. Isto deve ser avaliado antes de realizar a cirurgia para tratar a fibrose, pois caso haja disfunção erétil vinculada à doença será necessária a colocação de uma prótese peniana para que o homem recupere a sua vida sexual. Isso também tem o objetivo de evitar que o pênis desenvolva novas fibroses e volte a curvar novamente no futuro.

 

Dores ou desconforto na parceira(o)

As consequências da Doença de Peyronie se estendem, também, para a(o) parceira(o) sexual do paciente. Com o pênis torto, a penetração se torna um ato menos confortável para os dois. A curvatura acentuada faz com que o movimento de vai e vem provoque dores ou desconforto na outra pessoa, já que o pênis não está em sua anatomia natural, adequada ao sexo.

 

Posições restritas e movimentos curtos

Quando a Doença de Peyronie não impede totalmente as relações sexuais, ela pode restringir, e muito, as possibilidades de posições e movimentos realizados. O homem terá que se preocupar constantemente para encontrar uma forma em que o encaixe seja possível, além de tomar cuidado extra para não causar outros traumas penianos, o que poderia agravar ainda mais a curvatura.

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Tratamento para Peyronie: remédios, injeções ou cirurgia?

Quando o paciente é diagnosticado com a Doença de Peyronie, um dos grandes temores é a necessidade de um procedimento cirúrgico no pênis para corrigir o problema. 

A parte que muitos não gostam é que pode sim ser necessário uma cirurgia. No entanto, o procedimento é simples, com um pouco desconforto e recuperação rápida. 

Existem os tratamentos clínicos e cirúrgicos, que variam de acordo com a fase da doença. Para definir o mais adequado em cada momento é importante considerar  uma avaliação criteriosa de um médico urologista especializado, que possua experiência e mantenha-se atualizado sobre o tema.

Tratamentos clínicos para a Peyronie

O tratamento clínico para a Doença de Peyronie pode ser feito por meio de medicamentos orais, em gel, pomadas ou injetáveis. Eles aumentam a circulação de sangue no pênis e estabilizam a evolução da tortuosidade.

Independente da conduta médica, estas são as opções mais recomendadas pela ISSM (International Society for Sexual Medicine). No entanto, devido a outros fatores que vão além da curvatura, como a disfunção erétil e perda de tamanho peniano, o simples uso de remédios pode trazer apenas resultados paliativos, que não curam totalmente o mal.

Vale lembrar que os tratamentos clínicos, geralmente, são indicados para a fase inflamatória da doença, quando as placas fibróticas e as deformidades penianas causadas por elas ainda não se estabilizaram. Os medicamentos tem o objetivo de ajudar essas deformidades a não atingir níveis mais críticos, tanto a curvatura, como a diminuição e o afinamento do pênis.

Após a estabilização da curvatura peniana será feita uma nova avaliação para saber se a doença provocou algum dano à funcionalidade do pênis do paciente. Neste ponto, de acordo com diversos estudos científicos da área, o uso de remédios não tem apresentado melhoras significativas.

O resultado desse exame completo, já no estágio de cicatrização das fibroses, é que vai indicar a necessidade, ou não, da realização cirúrgica.

Lembrando que o diagnóstico deve ser obtido através da ereção induzida, por meio de medicamentos, a fim de avaliar não só a curvatura peniana mas também a capacidade de ter e manter a ereção.

 

Tratamentos cirúrgicos para desentortar o pênis

Quando a Doença de Peyronie chega à segunda fase, também conhecida como cicatricial, o tratamento clínico, provavelmente, não fará mais efeito.

A outra situação é quando a primeira fase deixa deformidades que atrapalham a vida sexual do paciente. Entre as consequências que a Doença de Peyronie pode causar, além da curvatura acentuada, estão a diminuição do pênis, o estreitamento e os problemas de disfunção erétil. E tudo isso pode ser resolvido em um único procedimento cirúrgico. A cirurgia pode ser realizada com anestesia local e o paciente recebe alta hospitalar no mesmo dia.

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Cura da Doença de Peyronie: com ou sem prótese peniana?

Tratar a Doença de Peyronie é importante para que o homem consiga restabelecer a sua vida sexual. Um pênis torto pode provocar desconforto e dores durante a penetração, o que aumenta a possibilidade de fissurar o pênis durante o movimento de vai e vem e de aparecerem fibroses que agravam o problema.

Tão importante quanto corrigir a curvatura é resolver a falta de firmeza no pênis que, possivelmente, tenha iniciado toda a situação. Como já foi mencionado, a fibrose peniana, o aumento da curvatura do pênis e a disfunção erétil estão diretamente relacionadas. E para corrigir esses problemas, a colocação da prótese pode ter um papel muito importante. Ela tem o objetivo de dar complemento de rigidez axial após a correção da curvatura, impedindo que novos traumas e fissuras não aconteçam.

Por uma questão de falta de informação ou, até mesmo, preconceito, muitos homens têm resistência em colocar um implante peniano, mas é isso que poderá permitir o pleno funcionamento do pênis e o retorno de uma vida sexual ativa e sem preocupações para a saúde. A prótese geralmente, é implantada no mesmo procedimento cirúrgico para tratar a Doença de Peyronie, portanto não é algo que traga mais desconfortos ou demande mais tempo do paciente. Também é importante destacar que existem diferentes tipos de prótese. Elas podem ser maleáveis, articuláveis ou infláveis e o modelo adequado deve ser escolhido em conjunto com o urologista depois de uma avaliação presencial detalhada e conversa sobre as preferências do paciente.

Conhecer os diferentes implantes penianos, assim como seu funcionamento, é importante caso você precise deste tratamento um dia. Além da preferência do paciente, outros fatores são avaliados, como a condição médica, estilo de vida e custos.

A prótese peniana maleável, também conhecida como prótese semirrígida, oferece boa rigidez e maleabilidade do pênis. Composta por duas hastes - filamentos metálicos envolvidos por silicone - elas facilitam no disfarce da ereção do dia a dia ao deixar o pênis maleável e permitir que ele seja gentilmente acomodado para baixo ou para os lados. No momento do sexo basta colocá-lo na posição reta e você já estará pronto para iniciar a relação. Este modelo de implante tem o benefício de nunca apresentar vazamentos líquidos, assim como pode acontecer nos modelos infláveis, e por isso a necessidade de troca é muito rara.

No caso da prótese peniana inflável, a maior vantagem é a possibilidade de inflar e retomar a flacidez do pênis quando for mais conveniente. Isso faz muitos homens considerá-la a opção mais discreta, porém, ela tem um funcionamento que necessita mais atenção. Com ela o homem produz a ereção ao manipular uma bombinha, que fica alojada no escroto e possui soro fisiológico em seu interior. Ao ser acionada, o líquido percorre os cilindros implantados no pênis, que ativam o sistema hidráulico e os inflam. Após o ato sexual, basta acionar a bombinha novamente e pressionar o pênis para baixo por alguns segundos para que o líquido retorne ao reservatório e o membro volte a posição de repouso. Este modelo possui, ainda, uma variação com dois ou três volumes, que apresenta maior troca de líquido no sistema e maior flacidez ao desinflar a prótese.

Por fim, há muitos médicos que tratam a Peyronie apenas com métodos clínicos, que podem ser a base de anti-inflamatórios, analgésicos e outros medicamentos para aumentar a circulação de sangue no pênis. Mas vale lembrar que este é um método paliativo, útil no estágio inicial da doença e em casos mais brandos de disfunção erétil.

Na maioria dos casos, o paciente prefere considerar a colocação da prótese bem como aliar a cirurgia à uma reconstrução peniana, situações que já foram testadas e validadas com a expansão tecidual através de incisões de relaxamento.

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Como tratar a Doença de Peyronie com a Técnica Egydio?

O tratamento da Doença de Peyronie vai muito além do processo de desentortar o pênis. Isso porque os traumas e fissuras trazem mais consequências do que apenas o acentuamento da curvatura. O objetivo da técnica de expansão tecidual com incisões de relaxamento, além de alongar e igualar os dois lados do pênis para ficarem com a mesma elasticidade quando ereto, é possível, também, recuperar o pênis em seu tamanho original, e oferecer a largura e a firmeza necessária para a penetração.

Todas essas situações podem ser corrigidas em uma única cirurgia, realizada a partir dos conceitos dos conceitos de expansão tecidual.

Publicada pelo Urologista Dr. Paulo Egydio , a Técnica Egydio baseia-se em princípios geométricos para alongar e recuperar o tamanho e diâmetro do pênis, até o limite máximo dos nervos, vasos e uretra. Este método, geralmente, esta diretamente proporcional ao objetivo do paciente, pois é raro o homem lidar bem com a diminuição do pênis, e recuperá-lo é tão importante quanto tratar a doença.

 

Utilizado desde 1998, o objetivo deste método, geralmente vai de encontro com os objetivos dos pacientes, pois as técnicas tradicionais propõem um conceito diferente, o de igualar os tecidos com base na redução do pênis.

 

Dr. Paulo Egydio vem aprimorando essa estratégia cirúrgica há mais de 20 anos e, por consequência, este procedimento foi escolhido por 75% da platéia, formada por médicos de 100 países diferentes da AUA19, como o procedimento mais indicado para um paciente que tem Doença de Peyronie Severa associada à Disfunção Erétil.

 

Em outras palavras e recapitulando a origem da Doença de Peyronie: para o homem ter uma ereção totalmente reta é preciso que os tecidos do pênis tenham a mesma elasticidade, em toda a sua extensão. Dessa forma, os procedimentos tradicionais utilizam uma plicatura no lado mais longo do pênis para retificá-lo e retomar a funcionalidade peniana. A estratégia cirúrgica praticada pelo Dr. Paulo Egydio tem o objetivo de alongar o pênis através de múltiplos cortes na túnica. Essa expansão tecidual é limitada pelos nervos e pela uretra, que é o limite possível.  

Entenda o conceito da técnica na imagem a seguir:

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O método cirúrgico através de múltiplas incisões consiste na expansão dos tecidos do pênis para recuperar tamanho e calibre. Existem diversos métodos cirúrgicos capazes de oferecer um pênis reto e funcional, é extremamente necessário que converse com um especialista para definir qual é o tratamento mais indicado para o seu caso. 

Atualmente, o Dr. Paulo utiliza o método de expansão tecidual por meio de múltiplas incisões nos tecidos, sem o uso de enxerto com o objetivo de deixar o pênis funcional, reto e com suas medidas recuperadas. 

 

Os principais casos da Doença de Peyronie

As deformidades no pênis provocadas pela Doença de Peyronie podem ser para cima, para baixo, para os lados. Às vezes elas ocorrem, ainda, em mais de um plano, provocam a diminuição e o afinamento peniano. Por esse motivo é fundamental faça uma avaliação detalhada do pênis antes de determinar o tratamento. Um exame funcional, com ereção induzida artificialmente, vai trazer informações específicas para auxiliar o profissional de saúde tomar uma boa conduta de tratamento para o seu caso.

 

Casos de cirurgias mal sucedidas, sem a reconstrução peniana

A Doença de Peyronie, geralmente, está associada à diminuição do tamanho do pênis.

Por isso, se o profissional faz a correção do tamanho dos tecidos sem o princípio geométrico, baseando-se pelo lado menor para corrigir a curvatura, poderá acarretar em pênis menor. É comum ouvir relatos de pacientes que perderam tamanho em calibre do pênis após a cirurgia de Peyronie.

Para evitar esse tipo de situação é importante questionar ao profissional da saúde, qual método cirúrgico ele utilizará para corrigir a deformidade e quais são as consequências que esse procedimento trará em relação à medidas do pênis. 

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Cirurgia para Peyronie: como funciona o pré e pós operatório?

Nem todo homem que têm o pênis torto precisa de tratamento. Se o paciente for diagnosticado com Doença de Peyronie, o tratamento não necessariamente  precisa ser cirúrgico. O tratamento cirúrgico, geralmente, é indicado para o paciente que a curvatura dificulta e/ou impossibilita as relações sexuais. 

Como todo processo cirúrgico gera dúvidas de preparação e receio sobre internações e anestesias, é importante conhecer os preparativos para o procedimento, como ele é feito e os cuidados que devem ser tomados no pós operatório. 

 

Antes da cirurgia

O planejamento cirúrgico é extremamente importante para definir uma boa conduta de tratamento. E para tratar a Doença de Peyronie, também conhecida como Curvatura Peniana Adquirida, não é diferente.

Ao ser diagnosticado, o paciente é encaminhado para um exame de ultrassom com doppler dos corpos cavernosos, que mede a funcionalidade do pênis com uma ereção induzida e ainda verifica a condição das fibroses, a circulação de sangue dentro do pênis e o grau da curvatura.

Caso seja identificado um quadro de disfunção erétil, associado à Doença de Peyronie, a colocação de um implante peniano pode ser indicada para resolver a situação, no mesmo procedimento. Claro que esta opção só será considerada para pacientes que já tenham tentado o uso de medicamentos para estimular a ereção, porém sem resultados satisfatórios.

Todo esse estudo é necessário para que o médico tenha um panorama detalhado de como está a curvatura peniana e programe o passo a passo da cirurgia. Depois disso, é só marcar a data e aguardar.

O procedimento não exige grandes preparações. Assim como toda cirurgia, será necessário a realização de exames de sangue, urina e avaliação cardiológica para evitar qualquer contratempo.

É importante que os níveis de glicose estejam controlados para evitar a dificuldade de cicatrização e o risco de infecção. O médico também orienta o paciente sobre a higienização da região pubiana com sabonete antibactericida, que deve ser feita durante dois dias antes da cirurgia. Além disso, é pedido um jejum de oito horas, tanto de alimentos sólidos quanto líquidos.

Com isso feito, basta ter uma boa noite de sono e relaxar, pois tudo estará sob controle.

 

O dia da cirurgia

Com o planejamento médico em dia e os devidos cuidados prévios, chega a hora de alinhar o pênis, fazer micro incisões de relaxamento com o objetivo de recuperar o tamanho e calibre, até o limite máximo dos nervos e da uretra.

O procedimento para corrigir a curvatura de Peyronie não é longo. A cirurgia dura entre 2 e 3 horas, é feita apenas com sedação e anestesia local. Geralmente o paciente dá entrada no hospital logo pela manhã e, é possível que no começo da tarde, já esteja liberado para ir pra casa.

A raspagem dos pelos pubianos é feita no centro cirúrgico, pelo médico e sua equipe. Portanto, não é necessário se preocupar com isso, já que eles terão o maior cuidado para que não haja nenhum risco de infecção.

 

Depois da cirurgia

O pós cirúrgico da Doença de Peyronie também não é algo complicado. O retorno ao médico acontece no mesmo dia da cirurgia, no período da tarde. Nesta consulta o médico avaliará o resultado da cirurgia e dará as últimas orientações para que a cicatrização aconteça da melhor forma possível.

O pênis ficará com um curativo enfaixado e não será necessário retirá-lo pelos primeiros cinco dias. Após esse período, a faixa deve ser trocada diariamente, por mais cinco dias. Devido a simplicidade da troca, não é necessário que o paciente retorne ao médico para a sua realização. É possível fazê-la sozinho, em poucos minutos.

Existem três etapas para o paciente voltar a sua vida normal: entre 7 e 10 dias é possível retornar ao trabalho (caso não exija esforço físico), a partir de 30 dias já se pode retomar as atividades físicas e de 45 a 60 dias poderá retomar a vida sexual após avaliação médica.

O processo de recuperação fica ainda mais simplificado pois os pontos cirúrgicos são absorvíveis, evitando que o paciente tenha qualquer desconforto no futuro ou durante a relação sexual. Em cerca de dois meses, todos eles já terão caído naturalmente.

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