DOENÇA DE PEYRONIE

DÚVIDAS FREQUENTES

Dr. Paulo Egydio CRM 67482 RQE 19514
 

Quando há indicação cirúrgica para a correção da curvatura peniana?

Reservo o tratamento cirúrgico somente para os casos em que os tratamentos clínicos não obtenham resultados satisfatórios. Estatisticamente, de todos os pacientes que desenvolvem o problema, somente 30% irão precisar de uma cirurgia corretiva.

A taxa de sucesso na correção da deformidade (curvatura) peniana está diretamente ligada a um bom diagnóstico, com a avaliação do problema em todas as suas dimensões. É de grande importância a experiência do médico acerca do assunto, tanto para se chegar ao melhor diagnóstico, quanto para indicar e realizar o melhor tratamento.
 

O tratamento com Ondas de Choque é eficiente para a Doença de Peyronie?

Estudos científicos sobre o assunto, publicados em revistas internacionais, revelam que o tratamento por Ondas de Choque não tem sido eficiente para curar a Doença de Peyronie. As chances de insucesso são grandes e, por tratar-se de um tratamento de custo elevado, isso pode ser um gasto desnecessário.

Vale ressaltar também que, a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP, apresentou um estudo comprovando a ineficiência do tratamento, durante do congresso da AUA em 2008, na Flórida, o maior e mais importante evento científico da área. O estudo comprova, inclusive, que o tratamento com ondas de choque pode produzir fibroses nos tecidos do pênis e agravar a Doença de Peyronie. Veja a descrição dos resultados deste estudo:

"This study demonstrates that the ESWT (extracorporeal shock wave therapy) produced tissue injury and can induce Peyronie's-like plaque in normal penis." Em português, "Este estudo demonstrou que o tratamento por ondas de choque produz lesão dos tecidos e pode produzir a Doença de Peyronie."

Fonte: Can extracorporeal shock wave therapy induce Peyronie's-like plaque in normal penis?. Journal of Urology - J UROL. 179. 257-257. 10.1016/S0022-5347(08)60743-0.

Diversos artigos com resultados semelhantes já foram publicados em revistas médicas conceituadas, nacionais e internacionais. Após debater o tema, estudos alertam que é necessário informar o paciente sobre a possibilidade de ineficiência do tratamento, uma vez que ainda não foram encontrados resultados conclusivos. Desta forma, este tratamento não tem se mostrado eficiente. Caso queira, confira os links a seguir:

Aparelhos de tração peniana (ou extensores) corrigem curvatura?

Recomendo que não utilize aparelhos sem orientação e acompanhamento médico para evitar agravamento da curvatura e até maiores problemas. Não seja vítima dos apelos publicitários.

Discussões sobre o tema nos maiores e melhores congressos médicos mundiais e a opinião da grande maioria dos profissionais experientes comprovam resultados não-satisfatórios para correção de curvatura peniana com o uso de aparelhos de tração (extensores penianos).

 

A doença de Peyronie pode levar à ejaculação precoce?

Sim, devido à ansiedade que a doença cria no paciente, à dor durante ereções ou deformidade do pênis. Em muitos casos, corrigindo-se a curvatura, resolve-se este problema. Caso a ejaculação precoce não esteja associada à doença de Peyronie, existe tratamento. Uma avaliação é fundamental.

 

Sobre exercícios para o pênis, aparelhos e remédios que prometem corrigir a curvatura peniana. Funciona? É seguro?

Oriento que não utilize exercícios, aparelhos e remédios que dizem ser milagrosos sem orientação e acompanhamento médico para evitar agravamento da curvatura e até maiores problemas. Não seja vitima dos apelos publicitários.

Tenho recebido pacientes com traumas no pênis provocados por exercícios e/ou aparelhos comprados pela Internet que prometiam muitos resultados.

 

Qual a posição de maior risco para o trauma peniano?

São as posições onde a parceira fica ativa na relação sexual, pois o pênis fica predisposto ao trauma. Quando o homem é o ativo, controla voluntariamente a amplitude de movimento e, dificilmente, o pênis se chocará contra o períneo ao sair da vagina durante o ato sexual, propiciando o trauma.

 

A dor durante a ereção melhora com tratamento?

Sim, logo após a fase inflamatória.

 

Até quando e quanto o pênis pode curvar?

A curvatura tende a ser progressiva e pode piorar na evolução da doença. Quando a curvatura estiver há pelo menos 6 meses sem piora ou melhora, ela não deve piorar, a não ser que surja outro episódio de Peyronie.

 

Há casos de Peyronie em que não há curvatura?

Sim, quando houver dor à ereção, mesmo na ausência de curvatura, pode ser caso de doença de Peyronie. Uma avaliação é fundamental. Há casos que não desenvolvem uma curvatura e sim um afinamento do pênis.

 

Caso eu consiga a penetração, minha parceira(o) pode ter algum desconforto?

Sim. A penetração pode ser facilitada com a ajuda da mão, mas a parceira pode ter desconforto durante a relação, por isso o diálogo e a cumplicidade são muito importantes para que a parceira possa relatar se está causando desconforto e/ou dor. Em muitos casos, a parceira fica constrangida e evita falar para não frustrar o paciente. É preciso ter muito cuidado também, dependendo do grau da curvatura, ao forçar o pênis na relação pode provocar traumas que venham a agravar ainda mais o problema, podendo causar um Peyronie difuso e até um trauma mais sério no pênis. Caso esteja com dificuldade na penetração, forçando o pênis na relação, uma avaliação criteriosa o mais breve é fundamental.

 

A doença de Peyronie pode atrapalhar o fluxo de urina e do esperma?

Pode vir a atrapalhar se a curvatura for mais acentuada.

 

Eu posso ter a Doença de Peyronie mais de uma vez?

Pode ter mais que uma vez, porisso a prevenção de traumas é muito importante e poderá evitar a reincidência da doença. Uma avaliação é fundamental.

 

Os tratamentos orais, injetáveis ou tópicos curam a Doença de Peyronie?

Na fase inflamatória da doença, deve-se tentar o tratamento clínico. Uma avaliação criteriosa é fundamental para definição do melhor tratamento.

 

Qual a porcentagem de homens que desenvolvem a Doença de Peyronie?

No livro americano de Peyronie (Peyronie's Disease), onde fui convidado para escrever um capítulo, falo sobre a correção da curvatura e estatísticas da doença. Os dados têm mostrado que aproximadamente 10% dos homens adultos desenvolverão a deformidade no pênis.

 

Quando devo procurar um especialista para tratar a Peyronie?

O paciente deve procurar o especialista imediatamente ao início dos sintomas, pois quando o tratamento é iniciado ainda na fase inflamatória, as chances de formação da cicatriz são menores, com melhor resultado, podendo evitar uma cirurgia.

 

O que fazer em caso de trauma no pênis durante uma relação sexual?

Em casos de traumas mais graves, nos quais ocorre um estalo e o pênis incha imediatamente devido ao rompimento da túnica albugínea, popularmente chamado de fratura peniana, deve-se procurar um pronto-socorro imediatamente.

Em casos de trauma sem inchaço e hematoma imediato, porém com dor às ereções após o trauma, o acompanhamento médico precoce é importante, pois é nesta fase de inflamação que se conseguem os melhores resultados, utilizando-se apenas de tratamento clínico.

 

É possível corrigir o pênis curvo? Como fica o tamanho após a correção?

O objetivo do tratamento do pênis com curvatura é restaurar e manter a função sexual. O médico deve ter consciência de que o homem com curvatura peniana possui uma ansiedade e uma apreensão muito grandes.

O pênis, ao se curvar, diminuirá de tamanho. Esta diminuição será ainda maior quanto maior for a curvatura.

As técnicas cirúrgicas anteriores levam à diminuição do pênis, pois diminui o tamanho do lado longo do pênis até deixá-lo do tamanho do lado curto.

Com a técnica cirúrgica que desenvolvi (reconhecida internacionalmente como "Técnica de Egydio"), alongando-se o lado curto do pênis até deixá-lo do tamanho do lado longo, consegue-se o máximo possível de recuperação do tamanho peniano em um procedimento cirúrgico.

É possível corrigir com anestesia local e sedação (para dormir durante o procedimento), com possibilidade de alta do hospital até no mesmo dia. O retorno ao trabalho e/ou estudo, exceto atividades físicas, tem sido possível na maioria dos casos em 1 a 2 dias.

O pós-operatório é tranqüilo com analgésicos comuns. Para retorno às relações sexuais é necessário esperar cerca de 6 semanas (um mês e meio).

 

DEPOIMENTOS

O QUE OS PACIENTES DIZEM

"Após a avaliação, senti-me seguro de que estava em ótimas mãos. Realizei a cirurgia e os resultados foram excelentes, minha vida mudou."

H.G.

56 ANOS

"Dr. Paulo, o que você conseguiu fazer foi um verdadeiro milagre."

I.B. PACIENTE MÉDICO

49 ANOS

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